A 4ª REVOLUÇÃO

Estamos enfrentando uma transformação assombrosa na forma como fazemos negócios, trabalhamos e cuidamos das nossas famílias, máquinas e humanos disputam lugares e transformam os interesses de empresas em relação à mão de obra.

O cenário de transformações pelo qual o mundo passa atualmente é entre outras coisas surpreendente, em pouco tempo o conhecimento científico tem elevado a níveis assombrosos a demanda de interação do homem com a tecnologia.

Hoje os sistemas ultra-avançados e as plataformas autônomas estão revolucionando funções que antigamente apenas humanos eram capazes de executar, carros autônomos, pesquisas ambientais, caixas autônomos nos supermercados, dispositivos de pagamento que substituem vendedores, lojas físicas com sistemas de segurança e reconhecimento facial, com interação humana mínima, softwares e máquinas que executam atividades domésticas, robôs que substituem vendedores em lojas e em posições de atendimento nas empresas, o mundo realmente passa por uma das maiores transformações da história humana.

Para além das discussões jurídicas que envolvem todos estes temas, a indústria da tecnologia não para, é fato que o que se pretende é avançar ainda mais com as “soluções” tecnológicas e fazer todo o cenário em volta se adaptar a estes avanços, a pergunta é, o que fazer para conseguir acompanhar e se adaptar a tantas mudanças?

Quando todas essas funções que citamos tiverem sido ocupadas por robôs, quando não tivermos mais que realizar atendimentos, exames, quando não tivermos mais que dirigir, quando não precisarmos mais cuidar da nossa casa com total atenção, quando as empresas não precisarem mais das nossas habilidades humanas, o que o ser humano fará para continuar existindo de forma funcional e produtiva?

Na ásia, 90% das tarefas que humanos desenvolvem, em operações básicas como o atendimento e os serviços de um hotel por exemplo já foram substituídas por robôs, do limpador de vidros até o jardineiro.

Realmente vivemos um tempo onde a estagnação e a acomodação é a pior decisão e postura a ser tomada, não da para ver as coisas acontecerem sem reagir, essa com certeza será nossa sentença de falência e morte!

A quarta Revolução Industrial tem uma parte controversa: ela pode acabar com cinco milhões de vagas de trabalho nos 15 países mais industrializados do mundo, de acordo o Fórum Econômico Mundial de 2017  sobre o tema “A Quarta Revolução Industrial”. Obviamente, o processo de transformação só beneficiará quem for capaz de inovar e se adaptar. (Fonte: Sebrae)

Então, para sobreviver a estas drásticas mudanças, é preciso desenvolver habilidades novas, pensar diferente e se adaptar, como disse Darwin, o pai da teoria da evolução, “Os que sobrevivem não são os mais fortes, nem os mais inteligentes, mas os que conseguem se adaptar a mudanças”

A AI – Inteligência artificial, faz com que uma ruptura ainda maior aconteça neste sentido, pensar que a tecnologia vai substituir postos de trabalho já nos leva a acreditar e pensar que apenas funções braçais passarão por isto, mas a grande verdade é que não, não são apenas as atividades braçais ou operacionais que estão passando por estas transformações, hoje no Vale do Silício já é possível tabular, triar e gerenciar uma enorme quantidade de dados através da AI, o que torna desnecessário um número gigante de profissionais analíticos de dados e estatísticas, que podem ser facilmente trabalhadas por softwares e algorítimos avançadíssimos, ou seja, até mesmo profissionais tidos como mais inteligentes e que são mais bem remunerados serão afetados pela 4ª Revolução Industrial como vem sendo chamada.

Em um site que disponibilizamos ao final deste texto, você poderá identificar algumas das principais funções que já estão ameaçadas pelo avanço da tecnologia, de maneira declarada, os gigantes da indústria, Bill Gates e Marck Suckeberg estão propondo até uma idéia de renda básica, mínima universal, para poder permitir mínima sobrevivência a muitos humanos que não terão como trabalhar e se manter no futuro.

Por mais absurdo que isto possa parecer, estas transformações estão acontecendo bem perto de você, agora, e possivelmente hoje! Dê uma olhada na quantidade de funções que o seu celular realiza, utilize – o para fazer uma pesquisa sobre qualquer coisa utilizando comando de voz, veja a enorme pluralidade de funções que ele é capaz de executar, este mesmo dispositivo que você carrega diariamente, já é capaz com a ajuda de dispositivos sensoriais controlar casas e carros, realmente incrível.

A ideia da renda básica, mínima, olhando as realidades políticas de hoje no mundo, fica claro que será totalmente inviável e fora de cogitação, ou seja, o emprego ainda será necessário para muitos.

Mas será que ele é a única saída? Será que a carteira assinada ainda é a saída mais viável para a humanidade? De fato nos próximos 05 à 10 anos 35% das funções que compõem a força de trabalho do mercado atual terá mudado. Este ano, a 4ª Revolução Industrial, vai estar ligada às tecnologias disruptivas como a inteligência artificial, machine learning, robótica, nanotecnologia, dentre outras, mudando modelos de negócios e os mercados de trabalho.

Precisamos urgentemente rever nossos conceitos de geração de valor e de como continuar produzindo e vivendo mesmo em meio a tantas transformações, por tanto é valido buscar respostas todos os dias para a seguinte pergunta: Quais habilidades serão necessárias no futuro? Será que todas estão relacionadas à tecnologia?

Estamos construindo um formato de negócios que propõe uma forma de pensar bem relevante neste cenário, leia nosso texto sobre CULTURA PLURAL

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